Empresas de familiares: 5 Erros que comuns

Empresas de familiares: São formadas pelos membros de uma mesma família dominam o mundo dos negócios. Porém, uma pequena parcela consegue chegar às mãos da segunda geração.

Que a Administração não é uma ciência exata, já é consenso entre os vários estudiosos desse campo. Mas quando se trata da administração de uma empresa familiar, esse conceito se torna mais real ainda.

As organizações familiares dominam a economia global. E perpetuar no mundo dos negócios é tarefa árdua frente às empresas que são formadas por sócios sem relações consanguíneas.

5 problemas encontrados nas Empresas de familiares

Você vai se surpreender o quanto é comum surgir esses problemas e você não ter noção que isso pode acabar com sua empresa!

5° – Conflitos pessoais

Quando se trata de relacionamento em Empresas de familiares, os conflitos pessoais são inerentes. Então, em uma gestão familiar estes conflitos são bem complexos, muitas vezes devido a proximidade dos membros que gerenciam a empresa.

Assim, saber separar o que é pessoal do que é profissional, para muitos não é tarefa fácil. As mágoas criadas em casa, muitas vezes interferem dentro do ambiente de negócios e vice-versa.

E esse descontrole emocional pode interferir nos demais níveis hierárquicos da organização. Gerando clima de desmotivação entre os funcionários, além de afetar até mesmo o desempenho da corporação frente aos seus concorrentes.

4° – Apadrinhamento

Outro erro bastante comum em Empresas de familiares é o chamado apadrinhamento, ou nepotismo. Assim como na política, existem empresas onde os parentes são beneficiados com cargos pelo simples fato de pertencer àquele clã.

Então, não existindo processos seletivos ou testes de conhecimentos e habilidades técnicas, como com os demais colaboradores é considerada uma vantagem familiar.

Este tipo de privilégio pode gerar situações abusivas, como falta de comprometimento e de responsabilidade. Além disso, demonstra que a empresa não se importa com o lado profissional de seus trabalhadores.

O ideal é a empresa demonstrar, de forma clara, que as contratações são realizadas com seriedade e imparcialidade. Não há nada que impeça a contratação de parentes na administração privada. Desde que não ocasione conflitos desnecessários.

3° – Centralização de poder em empresas de familiares

O fundador da empresa familiar, em geral, é o que detém o conhecimento de todo o negócio. E por isso mesmo, ele acaba se tornando o centralizador de todas as determinações. Assim, a eficácia organizacional acaba sendo prejudicada, pois todas as decisões partem de uma única pessoa.

O grande desafio é justamente aprender a delegar. Criar níveis hierárquicos, onde cada um tenha sua parcela de responsabilidade. Aprender que a divisão de tarefas não é demonstrar fraqueza. Mas sim, ter mais tempo para buscar novas estratégias.

2° – Sucessão

A perpetuação de uma empresa no mundo dos negócios não é tarefa fácil. Por isso o plano de sucessão é fundamental para esta sobrevivência. Saber planejar e, principalmente, preparar o(s) sucessor(es) é de vital importância.

A escolha do sucessor deve considerar não apenas os laços familiares, mas também a competência e a disposição para tal. O herdeiro deve ser aquele que se identifica com a empresa. Que ao longo da vida buscou conhecer todos os pormenores da organização. Foi em busca de conhecimento e especialização na sua área de atuação. Assim, tenha facilidade de conversação com todos os stakeholders.

Atualmente, muitos não admitem mais que a cadeira do diretor geral seja preenchida por aquele filho despreparado. Por aquele descendente que acha que a empresa é a extensão da sua casa.

1° – Contas misturadas

De todos os grandes erros cometidos pelas empresas familiares, talvez a maior delas seja misturar as finanças. Muitos ainda não entendem que o caixa da empresa não é o mesmo que o da casa.

A falta de utilização de ferramentas para o controle de fluxo de caixa acaba gerando essa mistura. Além disso, a falta de definição de valor de pró-labore auxilia na retirada indiscriminada de dinheiro do caixa.

O indicado é a empresa ter um controle do capital de giro e do fluxo de caixa. Assim como o pagamento de salários, definir o pagamento mensal dos sócios. Ter um planejamento financeiro de curto a longo prazo e ter uma visão realista do mercado.

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